As frases são quase um sinônimo de vida startupeira: ?Done is better than perfect? (Feito é melhor que perfeito), ?Every day feels like a week? (Cada dia parece uma semana), ?What would you do if you weren?t afraid??(O que você faria se não tivesse medo?) e a hoje infame (pelo menos no mundo da tecnologia), ?Move fast and break things? (Seja ágil e quebre as coisas, ou, como prefiro traduzir, saia fazendo e depois consertamos as m?).
Esta última propunha que é melhor entregar produtos digitais de forma mais rápida, aprendendo iterativamente à medida que o tempo passa, do que postergar o lançamento para garantir qualidade e estabilidade. À medida que a companhia crescia, cresciam também as expectativas dos quase 1 bilhão de usuários (quando 1 bilhão era muita gente então) e negócios que dependiam do então Facebook produto (hoje Meta). Mas, principalmente, cresciam a complexidade das funcionalidades sendo lançadas e o tamanho dos times responsáveis por produzi-las.
Durante meu MBA no Vale do Silício, estive várias vezes com colegas de classe e alunos em eventos na sede do Facebook, em Palo Alto, Califórnia. Embora já uma grande empresa, ela guardava ? e fazia questão de cultivar e ressaltar ? alguns traços culturais típicos da sua origem como muitas startups. Um dos mais evidentes eram os posters impressos espalhados pelos corredores. Eles traziam frases de impacto, numa alusão à mentalidade hacker do fundador, Mark Zuckerberg, dos seus tempos de muito trampo e pouco sono no dormitório de Harvard.